quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Risco de recessão no Brasil?


Maior economia do mundo, os Estados Unidos iniciaram 2008 sob ameaça de uma forte recessão. Para conter a crise, que derrubou as principais Bolsas de Valores do planeta, o presidente Bush anunciou um pacote de US$ 150 bilhões (1% do PIB do país) e o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) promoveu um corte histórico na taxa básica de juros, de 0,75% ponto percentual (o maior desde agosto de 1982).

Os economistas chamam de recessão um período em que a economia de uma determinada região ou país deixa de crescer. Ocorre uma redução das atividades comerciais e industriais. Assim, diminui o ritmo da produção e do trabalho. É uma época em que o desemprego aumenta e os salários caem, pois os empresários precisam produzir menos e reduzir os custos que têm com a manutenção de suas empresas.

Você pode se perguntar em que uma recessão nos Estados Unidos pode interferir na economia brasileira e mundial. Na verdade, ninguém pode dizer com exatidão em que medida a situação norte-americana pode provocar estragos em outros países.Porém, a economia do mundo atual baseia-se em relações de interdependência. Grande parte das exportações brasileiras, por exemplo, vão justamente para os Estados Unidos que, com a recessão, pode reduzir suas importações.

O governo brasileiro vem afirmando que o país está preparado para lidar com a crise que tomou conta do sistema bancário americano. É tido como certo, porém, que nenhum país está imune à crise, por exemplo, a Bolsa de Valores de São Paulo foi a primeira a sentir os impactos da crise. Na segunda-feira, 29-09, auge do nervosismo, o índice da Bovespa (Ibovespa) chegou a cair 10,2%, uma das maiores quedas de sua história, é notório que a bolsa brasileira acaba sendo ainda mais castigada pelo fato de estar baseada em um país emergente, o que, aos olhos do investidor estrangeiro, significa maior risco.

Outro agravante da crise fez com que a moeda americana chegasse ao patamar de R$ 1,90, enquanto em maio a moeda podia ser negociada na faixa de R$ 1,65, ou seja, dólar mais caro é prejudicial para os importadores e também para brasileiros que pretendem viajar para o exterior e ainda há o efeito indireto sobre a inflação, já que o dólar mais caro acaba encarecendo diversos produtos, pressionando a inflação para cima.

Ainda é cedo para mensurar o impacto da crise no crescimento econômico, mas há estimativas de desaquecimento para 2009 sendo que a pesquisa semanal do Banco Central do Brasil com analistas revela que a expectativa de crescimento é de 3,5% para o próximo ano. Há cinco meses, essa mesma previsão era de 4%.



quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O sofrimento do primo rico também é nosso sofrimento

Por Jean Vernek

O Brasil surfou, nos últimos dez anos, numa onda de prosperidade estrangeira. O mundo todo ia bem, o Brasil também. Agora, o mundo todo vai mal. Embora, até por razões provincianas, os nossos "mercados" não estejam tão expostos às "exuberâncias irracionais" dos primos do norte (grandes sopradores de "bolhas"), a verdade é que a nossa economia é absolutamente dependente dessa cadeia de valores que eles manejam e do seu sistema de produção e consumo tanto direta, como indiretamente.
O que aconteceu nos Estados Unidos, a "criação" de riqueza a partir do nada, só não aconteceu no Brasil em função de um certo "ranço" cultural em relação às hipotecas e mesmo até em função de um certo "desgoverno". Não foi por prudência que as nossas "autoridades" sempre relegaram o problema do déficit habitacional, governo atrás de governo.
Quem acompanhou, e acompanha os vários escândalos ligados aos nossos BNH's, SFH's e congêneres, sabe do que estou dizendo. Estamos mais que escolados nessa história de contratos "feitos pra não serem pagos" e nos eternos combates entre o sistema e os "mutuários da casa própria" que, depois de muitos anos pagando as suas prestações, chegam à constatação de que, quanto mais pagam, mais estão devendo.
A distinção fundamental é que, lá, se morre o cão morre a raiva, então, se o mutuário devolve o bem, a sua dívida está saldada e é o banco quem tem que correr atrás de vender o bem que o mutuário está devolvendo, por qualquer preço. Aqui, se o mutuário devolve o bem, este vai a leilão e, se o valor auferido não cobre a dívida, o infeliz que "acreditou" continua devendo a diferença até o total adimplemento. Ainda que se atribua a esses "contratos não cumpridos" e, portanto, às assim denominadas "hipotecas subprime" (sem garantias), as causas da catástrofe financeira americana, a verdade caminha mais à frente e reside na particular maneira das assim chamadas "economias desenvolvidas" lidarem com o dinheiro. O rolo todo se complica quando, baseados nas "subprime", os conglomerados financeiros começaram a girar "Derivativos" e "Alavancar" as suas linhas de crédito.
Essas duas palavras, "Derivativos" e "Alavancagem", são as verdadeiras causas de todas essas angústias que agora estamos vivendo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A luta por um lugar ao sol

O modelo econômico adotado a partir de 1964, cujo período militar foi um marco em termos de trajetória política-econômica, trouxe a definitiva inserção brasileira ao controle do capital internacional. É claro que para suprir as novas exigências do mercado, o sistema de ensino deveria adptar-se, reformar-se, dar luz as novas exigências de qualificação profissional afim de melhorias em perspectivas ocupacionais, em funçao da crescente oferta de trabalho das grandes metropoles que se multiplicavam cada vez mais por todo o Brasil. Assim a procura de trabalho cresceu significativamente, o que caracterizava a oferta, mas não o emprego, pois ambos havia a exigência da qualificação.

Foi exatamente nessa idéia e moldes que professores, alunos e ex-alunos discutiram na Semana de Comunicação da Faculdade Estacio de Sá, sobre o tema mercado de trabalho do jornalista em Belo Horizonte, e como funciona a luta de alunos e ex-alunos por um lugar ao sol.

O evento se realizou no Auditório JK, da Faculdade Estácio de Sá no dia 30 de outubro e contou com a presença de vários atuantes do mercod em Belo Horizonte como, Isabela Lopes (Tv Minas e Rádio Alvorada), Eliane Marques (Rádio do restaurante popular), Ricardo Divino (Link e comunicação), Renan Damasceno (EM) e Prof° Evaldo.

Hoje, inegavelmente, são várias as instituições de ensino de 3° grau de boa qualidade em Belo Horizonte, e é cada vez maior o número de pessoas que ingressam na faculdade em busca de sonhos, dinheiro, fama, conquistas e mesmo com grandes dificuldades como salário baixo, demanda de formandos maior que a de empregos, é possivel sim que o aluno, ou até mesmo o recém formado possa encaminhar dentro de sua profissão desejada, desde que lá no ínicio de tudo, nos primeiros trabalhos acadêmicos esse mesmo aluno demonstre senso de pesquisa, garra, responsabilidade, notas boas e desejo por sucesso.